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31 Jul

Cardiologista diz que medicamentos de uso contínuo não devem ser interrompidos durante a pandemia

A orientação de todas as sociedades médicas, inclusive da Sociedade Brasileira de Cardiologia é pela manutenção dos medicamentos de uso crônico.

A Covid-19, predominantemente, acomete o sistema respiratório, porém pode causar ainda manifestações em outros sistemas como o digestivo e o cardiovascular. No início da pandemia, por conta da forma como o novo Coronavírus ataca as células, chegou-se a acreditar que medicamentos de uso contínuo para pacientes cardiopatas poderiam facilitar a manifestação mais grave da COVID-19. De acordo com o médico cardiologista da Clínica Intermed, Mauro Guimarães, isso não foi confirmado e a orientação é não interromper o uso desses medicamentos.

“O novo Coronavírus no seu ciclo de multiplicação se utiliza de uma enzima chamada de Enzima Conversora de Angiotensina. Essa enzima é muito conhecida na cardiologia, porque é através do bloqueio dela algumas medicações agem sendo comumente utilizadas para o controle da pressão. As mais famosas são o Captopril e o Enalapril. Porém, nenhum estudo comprovou que esses medicamentos possam contribuir para a manifestação mais grave da COVID-10”, explicou o médico.

Mauro disse ainda que a orientação de todas as sociedades médicas, inclusive da Sociedade Brasileira de Cardiologia é pela manutenção dos medicamentos de uso crônico. “A recomendação inicial é que pacientes com doenças cardiovasculares permaneçam fazendo uso normal de suas medicações. Caso a pessoa comece a apresentar algum sintoma da COVID-19, deve procurar um médico para uma avaliação. A conduta do especialista varia de acordo com o histórico e o caso de cada paciente”, destacou.


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