Notícias

Notícias

Vínculos nutridos: a importância do aleitamento materno

A Dra. Karla Cybele Castro, da Clínica Intermed, alerta que fatores como estresse, desidratação, álcool, medicamentos e problemas anatômicos podem dificultar a amamentação, ressaltando a importância do apoio emocional e orientação profissional.

O impedimento de amamentar pode ser ocasionado por diversos fatores, como estresse, desidratação, consumo de álcool e alguns medicamentos

Fonte sustentável de alimento, o leite materno possui uma série de benefícios que refletem na vida do bebê. Presente na vida da criança até pelo menos os 2 anos, o leite materno possui anticorpos que aumentam a imunidade, protegendo contra doenças, além de possuir nutrientes específicos para a criança de acordo com sua fase do desenvolvimento. No entanto, para o senso comum, o período de aleitamento materno também é o momento da criação de vínculo mãe-bebê. Quando a mãe não consegue amamentar, além da preocupação na nutrição do recém-nascido, elas vivem apreensivas, temendo que os laços afetivos não se fortaleçam.

“O aleitamento materno é um processo complexo, influenciado por uma série de fatores físicos, emocionais e sociais que podem interferir na sua eficácia e continuidade”, começa a ginecologista e obstetra da Clínica Intermed, Karla Cybele Castro. Segundo a médica, problemas fisiológicos podem desempenhar um papel significativo na nutrição materna. “Fatores anatômicos, como inversão dos mamilos ou problemas de pega do bebê, podem dificultar a amamentação. Além disso, questões de saúde da mãe, como mastite, fissuras nos mamilos ou condições médicas, como a necessidade de uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação”, destaca.

A produção de leite materno pode ser afetada por uma série de fatores que abrangem aspectos físicos, emocionais e ambientais. Entre eles, pode destacar: estresse, desidratação, uso de álcool e alguns medicamentos. Outro ponto é a interrupção abrupta do aleitamento materno, que pode ocasionar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de depressão. Mas, no caso de necessidade ou mesmo desejo da mãe de desmame precoce, é importante receber orientação de um profissional de saúde.

Além disso, o estresse e a ansiedade da mãe também podem afetar a produção de leite. Estudos demonstram que o estado emocional pode influenciar diretamente na quantidade de oxitocina liberada, o que é crucial para a ejeção do leite. A falta de apoio emocional e prático do parceiro, família ou comunidade também pode contribuir para dificuldades no aleitamento, causando sensação de sobrecarga e desamparo.

O sentimento de culpa que muitas mães sentem ao não conseguirem amamentar é um aspecto crucial do apoio emocional durante e após a gestação. Este sentimento pode ser profundo e impactar a saúde mental da mãe, segundo a obstetra, é essencial abordá-lo de forma sensível e eficaz.

“O acompanhamento gestacional deve incluir a discussão sobre amamentação, mas também deve abranger a possibilidade de dificuldades e a normalização das diversas experiências das mães. Informar as mães desde o pré-natal sobre os desafios que podem surgir durante a amamentação pode ajudar a se preparar emocionalmente para possíveis dificuldades. É importante que as mães saibam que não conseguir amamentar não é um fracasso pessoal, mas muitas vezes uma questão de situação fora de seu controle”, finaliza.

Mais notícias

Buscar no site

Encontre as informações que você precisa de forma rápida e fácil.