Cardiologista da Intermed explica que se não tratada corretamente a pressão alta pode causar AVC, infarto, lesões oculares e renais, entre outros
Uma das principais causas de morte no Brasil é a hipertensão arterial. Segundo pesquisa nacional de saúde, realizada em 2019, cerca de 24% dos brasileiros com mais de 18 anos tinham pressão alta. O percentual chega a 47% em pessoas entre 60 e 64 anos e atinge seis a cada dez brasileiros com mais de 75 anos.
De acordo com o cardiologista da Intermed, plano de saúde do Sistema Unimed Teresina, Thadeu Monteiro, a hipertensão arterial é: “uma doença crônica multifatorial, caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial maior ou igual a 140 mmHg por 90 mmHg, popularmente conhecida como 14 por 9”.
O médico alerta sobre o perigo da doença, que normalmente é assintomática e silenciosa. “Os sintomas podem ocorrer somente em fases avançadas ou em situações de descontrole pressórico, e em tais situações, ocorrem relatos de cefaleia, vertigem, tontura, visão turva, entre outros”.
Quando não tratada corretamente a doença pode causar AVC, infarto agudo do miocárdio, lesões oculares (retinopatia hipertensiva), lesões renais (nefropatia hipertensiva), entre outros.
Dentre os fatores de risco estão a idade, obesidade, sedentarismo, ingestão exagerada de sal, álcool, apneia obstrutiva do sono e fatores genéticos.
O tratamento da doença inclui mudanças de hábitos de vida. “Existe dois tipos de tratamento: o tratamento não farmacológico que consiste em realizar uma série de mudanças no estilo de vida, reduzir o consumo de álcool e sal, cessar tabagismo, diminuir estresse, alimentação saudável, atividade física e seguir orientações do cardiologista; já o tratamento farmacológico é baseado no uso de medicamentos”.
Os hábitos saudáveis também são elencados como essenciais para prevenção da pressão alta.